Carlos Alberto de Figueiredo Freitas esteve no Bradesco Agro Summit 2026 que debateu inovação e o novo cenário do setor agropecuário do Brasil
A 3ª edição do Bradesco BBI Agro Summit 2026, um dos principais eventos de tecnologia e inovação voltados ao agronegócio brasileiro, proporcionou ao Presidente Executivo da Cooperativa Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, uma atualização sobre importantes debates do setor, como os impactos das chamadas “canetas emagrecedoras” nos hábitos de consumo, os desafios logísticos e o posicionamento do Brasil no cenário global. A programação ocorreu no dia 10 de setembro, no Rosewood São Paulo.
Freitas participou do Agro Summit 2026 a convite do Bradesco S/A, promotor do encontro, que teve como objetivo reunir gestores e representantes da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro, proporcionando a troca de conhecimentos e experiências, além da prospecção de negócios.
Segundo o Presidente Executivo, os debates foram proveitosos e apresentaram informações relevantes para o agronegócio brasileiro e, em especial, para a cadeia produtiva da proteína animal.
A abertura ficou a cargo de Letícia Cardelli, diretora do Bradesco BBI Agro, que chamou a atenção para o fato de que os ciclos econômicos favoráveis não serem permanentes nas cadeias produtivas, sendo normalmente sucedidos por períodos de maior dificuldade. Nesse contexto, destacou a importância da formação de reservas financeiras durante os ciclos positivos, como forma de proporcionar maior segurança e capacidade de reação diante de cenários adversos.
O gestor relata que a programação contemplou quatro painéis, reunindo especialistas de diferentes áreas: “O agro brasileiro visto de fora: como os mercados globais enxergam o Brasil nos próximos 10 anos”; “O consumidor pós-GLP-1: como a nova revolução alimentar pode redesenhar o agronegócio”; “Infraestrutura e competitividade: o desafio logístico do agronegócio brasileiro”; e “2027 em perspectiva: cenário global e rumos do Brasil”.

Brasil nos próximos 10 anos
Freitas detalha que o primeiro painel contou com a participação de Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura, e mediação de William Waack, jornalista e cientista político. “Maggi ressaltou a importância da participação das organizações representativas das cadeias produtivas nos fóruns em que são tomadas decisões capazes de impactar o futuro das atividades, considerando o conhecimento técnico e a experiência concentrados nessas entidades”, relata Freitas.
O ex-ministro também destacou a importância da construção e do fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, mencionando a atuação diplomática e a presença de adidos agrícolas (auditores fiscais presente nas embaixadas) como instrumentos relevantes para a defesa dos interesses do agronegócio brasileiro.

GLP-1: a nova revolução alimentar
O Presidente Executivo da Dália menciona que, no segundo painel, Paulo Fernandes, da McKinsey, e Gilberto Tomazoni, com mediação de Henrique Brustolin, abordaram o avanço do uso dos medicamentos da classe GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, e seus possíveis reflexos sobre os hábitos alimentares e, consequentemente, sobre a cadeia produtiva da proteína animal.
Durante o painel, também foram apresentados dados indicando que aproximadamente 6% da população adulta brasileira utiliza esses medicamentos, movimentando cerca de R$ 20 bilhões por ano.
Infraestrutura e competitividade
O terceiro painel contou com George Santoro, Natália Marcassa, vice-presidente da Rumo, e Paulo Sousa, CEO da Cargill. Segundo Freitas, o debate abordou os desafios relacionados à infraestrutura e à logística do agronegócio brasileiro. “No debate sobre infraestrutura, foi destacado que a predominância do transporte rodoviário está relacionada, entre outros fatores, ao elevado custo dos investimentos necessários para a implantação de redes ferroviárias, apontado no encontro como significativamente superior ao da infraestrutura rodoviária”.
Cenário global e rumos do Brasil
O último painel foi mediado por Fernando Honorato, do Bradesco, e contou com a participação de Chris Garman, da Eurasia Group, e Luciano Dias, cientista político, que apresentaram avaliações sobre o cenário político e pesquisas relacionadas ao eleitorado brasileiro.









